Wednesday, March 30, 2005

 

slow food / slow europe

Foi criado em Itália uma associação, a international assotiation of slow food, em contraponto à conhecida e cada vez mais massificada fast food, generalizada, a partir dos americanos, um pouco por todo o lado.
Há aliás, igualmente um movimento, o slow europe, que pega neste conceito para desenvolver todo um conjunto de ideias, ligadas à economia, á produtividade e à "felicidade" das pessoas e instituições. (Deixo o conceito de felicidade para "discutir" noutra altura).
A base desta ideia está no questionamento da pressa e do stress, gerados pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em oposição à qualidade de vida, ou à "qualidade do ser".
O exemplo dos alemães, que em muitas empresas instituíram semanas de 29 horas de trabalho, e que viram a sua produtividade crescer 20%.
Esta "slow atitude", não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade", com maior perfeição, atenção aos pormenores e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades. Do "local" presente e concreto, em contraposição ao "global", indefinido e anónimo. Significa o retomar dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor.

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